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Júlio César de Melo e Sousa

6/05/1895

Júlio César de Melo e Sousa

  • Nascimento: 6/05/1895
  • País: Brasil
  • Falecimento: 18/06/1974
  • País: Brasil

Informações

Viveu 79 anos.

Nasceu em 6/05 do ano de 1895, Rio de Janeiro (Brasil).



Faleceu no dia 18/06 do ano de 1974, Recife (Brasil).

Julio Cesar de Mello e Souza (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 — Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido como Malba Tahan, foi um professor, educador, pedagogo, conferencista, matemático e escritor do modernismo brasileiro, e, através de seus romances infanto-juvenis, foi um dos maiores divulgadores da matemática do Brasil. Julio Cesar viveu quase toda sua infância na cidade paulista de Queluz, e, quando criança, já dava mostras de sua personalidade original e imaginativa, costumava escrever histórias com personagens de nomes absurdos, e, outros, sem função no contexto.

Seu pai, João de Mello e Souza, e sua mãe, Carolina de Mello e Souza, ambos professores, tinham uma renda familiar apenas suficiente para criar os nove filhos do casal, entre eles, João Baptista, também escritor, mais tampouco conhecido quanto Julio. Durante seu tempo no Colégio Pedro II, na qual estudava, Julio começou a vender redações para os estudantes por 400 réis cada, dinheiro da época, iniciando seu futuro de escritor. Suas obras focavam no didatismo para ensinar a matemática de uma forma divertida e diferente, fugindo do tradicional modelo que utiliza fórmulas já determinadas. O autor colocava desafios matemáticos nos livros, aguçando a criatividade e incentivando a descoberta. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.

Ele é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas/lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo, na qual ficou mais conhecido, de Malba Tahan, ele criou este personagem por acreditar que um escritor brasileiro não chamaria atenção escrevendo contos árabes, e, para dar mais verossimilhança à história, criou também um tradutor para os livros, o Prof. Breno Alencar Bianco Julio. Julio ocupou a cadeira número 8 da Academia Pernambucana de Letras. Faleceu em 1974, aos 79 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco.

Júlio César de Mello e Souza começou a ministrar aulas em 1913. Em 1914 sua família mudou-se para o Rio de Janeiro devido à morte de seu pai (1911). Assim, sua mãe poderia acompanhar os estudos de seus filhos menores. Na oportunidade, Carolina de Mello e Souza, fundou um externato em Copacabana, para prover a subsistência de seus filhos. Lá Julio Cesar e seus irmãos trabalharam como professores. Enquanto estudava no curso superior de Engenharia Civil e dava aulas na escola de sua mãe, Julio Cesar era aluno do curso noturno da Escola Normal do Distrito Federal, depois chamada Instituto de Educação.

Em 1921, Julio Cesar assumiu, na Escola Normal, o cargo de Professor Substituto do docente Euclides Roxo, que havia inovado o ensino da matemática e de quem havia sido aluno. Dois anos depois, tornou-se professor desta instituição, por concurso público, onde lecionou durante 40 anos. Mais tarde, tornou-se seu Professor Catedrático do Colégio Pedro II. Lá conheceu Nair Marques da Costa, sua ex-aluna, com quem se casou em 26 de março de 1925.

Lecionou ainda no Instituto de Educação, na Escola Normal da Universidade do Brasil e na Faculdade Nacional de Educação, onde recebeu o título de Prof. Emérito

Começou lecionando História, depois Geografia. Não continuou sendo professor destas disciplinas, pois, segundo ele, elas carecem de atualização constante.

Depois começou a ensinar Física. A prática dos laboratórios o afastou desta área do conhecimento. Decidiu então ensinar matemática, alegando que a matemática era uma disciplina imutável, isenta de valores e organizada por números. Uma curiosidade é que Júlio César foi um aluno com mau desempenho em matemática (seu boletim chegou a registrar em vermelho uma nota dois, em uma sabatina de Álgebra, e raspou no cinco, em uma prova de Aritmética). Julio apontava o ensino tradicional como vilão.

Júlio César não gostava da didática da época, que se resumia a cansativas exposições orais. Mal-humorado, classificou-a mais tarde como "O detestável método da salivação". Ele defendia o uso dos jogos nas aulas de Matemática. Enquanto os outros professores usavam apenas o quadro-negro e a linguagem oral, ele recorria à criatividade, ao estudo dirigido e à manipulação de objetos. Suas aulas eram movimentadas e divertidas. Defendia a instalação de laboratórios de Matemática em todas as escolas. Em sala de aula, não dava zeros, nem reprovava. "Por que dar zero, se há tantos números?", dizia. "Dar zero é uma tolice". O professor Julio Cesar encarregava os melhores da turma de ajudar os mais fracos. "Em junho, julho, estavam todos na média', garantiu no depoimento ao Museu da Imagem e do Som.

Por isso, diz-se que ele foi o precursor de uma tendência que se afirma com vigor e tem adeptos em todo o Brasil: a Educação Matemática.

Sua fama como pedagogo logo se espalhou e ele era convidado para palestras em todo o país.

Ensinou também no Instituto de Educação e na Escola Nacional de Educação. Além das aulas, Julio Cesar proferiu mais de 2000 palestras por todo o Brasil e em algumas localidades do exterior. Ficou célebre por sua técnica como contador de histórias e por sua atuação inovadora como professor.

No início da década de 1930 ele criticou Jacomo Stávale e Algacyr Maeder, respectivamente, sobre suas publicações didáticas em matemática.

fonte: Wikipedia



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