Cardy Meier
Não percam o lançamento de sua coleção de livros de Matemática pela editora Harbra.
Além de escritor, é consagrado professor de Matemática, Geometria Descritiva e Desenho Projetivo. Leciona há mais de 16 anos tendo sido um dos poucos professores a ter conceito 10 em pesquisa de alunos em várias turmas de um dos maiores cursinhos de São Paulo.
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Eu já lí, não pago!
Eu sempre desejei ter um folhetim quando era criança. Nessa época adorava ver notícia sendo feita, montada, publicada... Uma vez eu vi na TV uma reportagem mostrando como um Jornal era feito - Jornal de papel mesmo, papel!
Passei a entender o quanto era importante transmitir coisas importantes para os outros. Alías, desde ai a palavra "publicar" é a minha preferida. Tornar público, conhecido... E, para não só ver os outros fazerem a tal da notícia, eu decidi começar.
Nesses meus 10 anos de idade eu datilografava na minha máquina de escrever Remington um jornalzinho. Era coisa para ser divulgada no prédio que morava; acredite: agente não morava num local que tinha tanta notícia - a seção de esportes se reduzia a comentar sobre dois times em que um enfentava o outro; política era sobre como evitar bronca dos pais e assim ia...
Cada edição (só teve o número I) tinha 2 cópias porque era o que dava para fazer no carbono com a máquina de escrever. A minha editora, lembrando os gigantes rolos de papel dos Jornais sendo impressos, chamava-se "A Roda".
A potencial editora A Roda veio a falir logo depois da primeira edição! Os únicos leitores e possíveis clientes pediram para ler antes de comprar as edições e, disseram, já lí então não compro mais!
Não me critiquem! Tinha 10 anos e meu sistema de vendas foi ineficiente. Mas acho que o aspecto de tornar pública e gratuita as informações faz parte dos valores que acredito estarem hoje em mim, nisso que faço na internet. Eu contraí filantropia, sofro desse mal até hoje sem ser seu adepto. Que droga, não é!